quinta-feira, 30 de julho de 2015

Quer dizer então que Datena é pré-candidato a prefeitura de São Paulo pelo PP?

Se eu disser que me surpreende, vou estar mentindo. Para mim, este cidadão sempre quis eleger-se algo, não obstante o fato de criminalizar a classe política aos quatro ventos. Aliás, esse é o modus operandi da grande mídia, abrindo espaço para um aventureiro oferecer-se como solução para "tudo que aí está".

Pelo que tenho lido nas redes sociais, a notícia não repercutiu bem, pareceu flagrantemente oportunista, sem contar que o partido ao qual filiou-se é o que tem o maior número de citações na Lava Jato, partido do Paulo Maluf, do Celso Pitta e por aí vai, estes dois, ex-prefeitos de São Paulo (com passado não muito louvável por assim dizer), da mesma São Paulo que ele pinta diariamente de impraticável pela violência absurda.

Como ele quer ser prefeito de uma cidade que ele ultraja aos olhos de todo o país?

Sinceramente, não assisto este cidadão. Estes programetes sensacionalistas só servem para apavorar as pessoas, hiperdimensionando coisas ruins, em detrimento das boas. Emburrece, embrutece e enceguece as pessoas de uma maneira geral.

E agora, ele quer ser político?

Se esta foi uma tentativa de "medir a febre", o resultado não foi bom. Comunicação só de ida é barbada. Quando alguém responde é diferente "Datenão".

Opinião minha. Se realmente tornar-se candidato, não vai nem a segundo turno.

Veremos!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Chega ao fim a presidência de Eduardo Cunha

Texto de Renato Rovai em seu Blog.

A delação de Júlio Camargo, da Toyo Setal, de que Eduardo Cunha teria sido responsável pela cobrança de 10 milhões de dólares de propinas referentes a dois contratos de US$ 1,2 bilhão de navios-sonda, assinados pela Petrobras entre 2006 e 2007, é a tampa do caixão político do presidente da Câmara Federal que já vinha perdendo força no Congresso, apesar de todo seu comportamento de dono da Casa. Quem tiver dúvidas do que estou dizendo deve procurar o que Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) andou dizendo dele.
Cunha  vem escapando de escândalos aqui e acolá há algum tempo. E vem conseguindo ampliar seu raio de atuação agindo como lobista de vários setores. Na disputa do Marco Civil da Internet, por exemplo, operou fortemente para derrotar a nova legislação a favor das teles. Certamente apenas por ideologia…
A força de Cunha no Congresso tem muito a ver com isso. Ele não é  um líder natural, que conquista seguidores pela ideias que representa. Ele é aquele que sabe se movimentar nos bastidores e influir a partir de operações um tanto heterodoxas.
Diversos deputados falam à boca pequena que Cunha ganhou as eleições para a presidência na Câmara ainda na campanha eleitoral. E que sua força  teria relação com o financiamento da campanha de vários dos eleitos.
Se é verdade ou não, as investigações que serão abertas a partir do depoimento de Júlio Camargo poderão mostrar.
Mas em política, as coisas são mais complicadas do que parecem. E hoje Cunha acabou.
E por que ele acabou?
Porque mesmo os deputados que podem ter sido agraciados com seus favores agora já devem estar apagando todas as chamadas e torpedos que receberam dele nos últimos meses. Sabem que neste momento se relacionar com o presidente da Câmara passa a ser uma ameaça.
Aos poucos, alguns começarão a não só a se afastar dele como vão lhe sugerir que é hora de baixar as armas e sair do foco. Ou seja, tentar fazer uma presidência menos barulhenta ou mesmo se afastar dela enquanto as investigações acontecem. E para que com a sua presença de investigado não atrapalhe a ação de todos os seus colegas.
Certamente Cunha vai ter a generosidade de parte da mídia na cobertura do seu caso. Principalmente da Globo, cujas relações que mantém não vem de hoje.
Antes de ser parlamentar, Cunha foi convidado por Paulo César Farias (lembram?) para presidir a Telerj na gestão de Fernando Collor, o senador da Lamborghini de 2,5 milhões de reais.
Na época, ele encaminhou a privatização da empresa e envolveu-se em um escândalo de superfaturamento. Ele assinou um aditivo de US$ 92 milhões  da Telerj com a fornecedora de equipamentos telefônicos NEC Brasil que era controlada pela família Marinho (vejam que coincidência).
Mas mesmo com a benevolência quase certa da Globo, Cunha não vai dar conta do que vai acontecer com ele a partir de agora.
Manifestações contra o deputado passarão a ser uma constante depois disso. Principalmente porque ele tem se mostrado uma ameaça aos direitos da infância, dos LGBTs e de tudo que guarda relação com direitos humanos e ampliação de conquistas progressistas.

Ou seja, esses grupos terão ainda mais um motivo para combatê-lo.
Como previsto por este blogueiro, Cunha não estava indo com tanta sede ao pote à toa. Ele queria mostrar força para tentar escapar das denúncias que sabia apareceriam na Operação Lava Jato. E que poderiam levá-lo a ter o fim de Severino Cavalcanti.
Cunha jogou seu jogo duro e ainda vai tentar outras caneladas, como aprovar o processo de impeachment de Dilma. Mas a partir de hoje ele é mais do que um pato manco. É um congressista carimbado por uma acusação gravíssima de corrupção, porque dez milhões não são dez tostões.
E ai, meus caros, com essa ameaça lhe infernizando a vida, Cunha não terá alternativa. Vai ter de trabalhar para se defender. E ficará sem condições de liderar o que quer que seja. E terá de voltar para a tumba da sua inexpressividade. De onde nunca deveria ter saído. Ou seja, o caixão político de Cunha está sendo lacrado antes do seu primeiro pronunciamento à Nação.

O que quer dizer o “neolegalismo” de Reinaldo Azevedo diante da Lava Jato?

Texto de Fernando Brito no Blog Tijolaço.
É inevitável que se abra um sorriso irônico em quem, com um mínimo de percepção – embora, concordo eu, também algum masoquismo – lê os últimos posts do rotweiller  (soi-disant) amoroso da direita, Reinaldo Azevedo e seu artigo de hoje na Folha.
Azevedo, o furioso, tornou-se um arrojado crítico da Operação Lava Jato, até há pouco tempo tratada como “a salvação do Brasil”.
Trancrevo, para espanto do leitor, o que ele escreve:
Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Federal, cada um por seu turno e, às vezes, em ações conjugadas, têm ignorado princípios básicos do Estado de Direito. Não é difícil evidenciar que prisões preventivas têm servido como antecipação de pena.
Mandados de busca e apreensão, como os executados contra senadores, um ano e quatro meses depois de iniciada a investigação, são só uma exibição desnecessária de musculatura hipertrofiada do poder punitivo do Estado. O desfile dos carrões de Collor –que nem ouvido foi– excita desejos justiceiros, não de Justiça.
E em seu blog, na Veja, onde varou a noite escrevendo:
Pergunto: é aceitável que um juiz impeça um depoente, especialmente em delação premiada, de citar nomes de políticos eleitos só para impedir o processo de mudar de instância?
(…)tivessem citado antes os respectivos nomes, o processo teria saído das mãos de Moro porque os dois parlamentares têm foro especial por prerrogativa de função  — vale dizer: têm de ser investigados pelo Supremo. Nesse caso, não fica difícil demonstrar que houve, então, condução do processo — o que pode até ser causa de anulação. Reclamo desse procedimento há muito tempo.
De fato, reclamou,  mas não por razões de natureza ética, apenas advertindo que se poderiam deixar brechas jurídicas pelas quais os malditos “petralhas” pudessem se valer.
“Tio Rei” é o resultado visível – e, no caso dele, de uma desnuda sinceridade – do que aconteceu com o conservadorismo brasileiro.
Jogou-se nos braços de um tipo como Eduardo Cunha, que da bajulação a PC Farias e farejador de “oportunidades” nos governos de Lula  e no primeiro de Dilma, galgou a árdua escadaria que separa um pequeno escroque da direção, de fato, da vida do país.
Agora, aderida a ele, esperneia diante dos métodos – ele tem toda a razão nisso, pena que seja só agora que o revoltam – usados neste processo abjeto de transformação de bandidos em homens com credibilidade e o direito de espalhar ao vento da mídia as acusações sem um mínimo de provas.
Reinaldo e seus pares, agora, assustam-se com o que dizia D. Basilio, em O barbeiro de Sevilha:
A calúnia é um ventinho, um arzinho muito gentil que, insensível e sutil, ligeira e docemente, começa a sussurrar. Pouco a pouco, no assoalho rastejando sibilante, vai escorrendo, vai zumbindo nos ouvidos das pessoas, entra com destreza; E as cabeças e os cérebros atordoa e faz inchar. Boca afora vai saindo, cacareja e vai crescendo: ganha força pouco a pouco, corre canto a canto, qual trovão, e temporal que, no seio da floresta, assobia resmungando e faz de horror gelar. Afinal, derrama-se, volátil, esparramada e duplicada, em perfeita explosão, como a de um canhão, em terremoto, em vendaval, num tumulto geral que faz o ar chicotear. E o pobre caluniado, ofendido, repisado, em público flagelado, por bom motivo, sucumbe.”
Numa irônica inversão do clássico “os fins justificam os meios”, neste caso os métodos determinaram o triste desfecho de uma grave crise que jamais deveria ter sido elevada à política, porque o crime não pode dominá-la nem mesmo em nossas mentes, sob pena de tornar a política algo criminoso, tudo o que ela não pode nem deve ser.
É um drama que, se já não houvesse sido cantado na famosa ária “Ridi pagliaccio” (Vesti la Giubba), mereceria uma ópera algo bufa, que ameaça se tornar tragédia para todos os brasleiros.
PS. A propósito, o título da coluna de Azevedo, “Os filhos do PT comem seus pais” parece perfeito, mas para ele próprio, quando se lê os comentários da matilha que idolatrava o autor. Alguns, ao ponto de levar a risdas, como o que se inicia assim; “Sr. Reinaldo, a sua opinião de hoje está diferente das de outros dias, mas isso não vem ao caso.”

terça-feira, 7 de julho de 2015

Ela reagiu... E o ministro, quando vai ser demitido?

Felizmente a presidenta e seus círculos mais próximos se "deram conta". Aqueles que fizeram troça a respeito da reunião dela com a base aliada, agora já não tem mais motivo para riso.

Era necessária uma reação a altura para conter a grita golpista, e isto começa a ocorrer desde ontem. Movimentos sociais, partidos de centro-esquerda se articulam para dizer: "Pó pará écim".

E o ilustre Senador disse a rádio Gaúcha que foi "reeleito presidente da República". Ato falho? Desejo incontido? Os dois... e muito dos dois.

Desafinou. A reação fez água no frágil bote golpista.

Frágil sim, embora caso nada apareça para contê-lo, até um bote de borracha atravessa um oceano.

Mas, a Lava Jato continua, o Juiz Moro segue praticando sua própria lei, a Polícia Federal não obedece a ente político, e porquê? A cadeira de Ministro da Justiça segue VAZIA. Ou melhor, ocupada por um terno vazio, que impede alguém que queira trabalhar de verdade de assumir o cargo.

Depois do beicinho no PIG, o Ministro Cardozo recebeu da bancada petista uma moção de apoio. Para mim, foi a senha para que ele pedisse o boné... Não deu certo.

Ele só sai de lá demitido. Então presidenta? Quando vai ser?

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Presidenta, demita o Ministro José Eduardo Cardozo

Nova semana começa, velhos ventos seguem soprando. A onda de golpismo se alastra de um modo desenfreado. Os meios de comunicação nem mais tem o pudor de esconder suas intenções, nem intencionam parecer imparciais. Dane-se os mais de 54 milhões de votos que a presidenta da república recebeu no segundo turno da eleição presidencial. O que vale é o que os poderosos querem, ou melhor, o que eles não querem.

Há quem se digne até a falar de nomes para compôr ministérios e outras posições estratégicas.

Contando com um parecer desfavorável as contas do governo, e uma reviravolta no TSE que reprove as contas da campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer, tucanos de grossa plumagem e outros asseclas já falam em nova eleição num prazo de 3 meses, a ser convocada pelo presidente da câmara, que ficaria no exercício do cargo durante este período.

O que faria Eduardo Cunha em três meses como presidente da república? Pelo Modus Operandi do deputado na câmara, dá para ter uma ideia. Vai que ele resolve, sei lá, implantar o parlamentarismo pela goela abaixo? Ele já demonstrou que é capaz de tudo, inclusive mudar algumas vírgulas de uma PEC e devolvê-la a votação em menos de 24 horas. Alguém duvida do que ele é capaz?

Outros, querem apenas a queda da presidenta, e que assuma seu vice, num "Itamar Franco II".

O que eles tem em comum é a vontade de dar um belo golpe branco. Um golpe que visa derrubar não só um governo, mas também sobrepujar uma democracia, que escolheu seus representantes pelos próximos quatro anos. A classe política precisa saber que foi eleita pelo voto popular, em um regime democrático, e esse terceiro turno interminável denota neles uma repulsa ao regime que os conduziu ao poder.

Os nobres deputados e senadores, apoiam-se na Lava Jato, com vazamentos diurnos, que desembocam pelas redações da mídia hegemônica todos os dias. Só o que vem a público, por que é só o que lhes interessa, é o que está (embora não se apresentem provas) relacionado a uma sigla e uma estrela.

A Polícia Federal age contra o governo ao qual é subordinada. O diretor-geral, diz em outras palavras, que o papel do Ministro da Justiça é assinar papéis, e quem diz o que deve ser feito operacionalmente é ele.

Pelo que tem feito o Ministro, ou melhor, pelo que não tem feito, estou inclinado a dizer que tem razão o delegado, embora pelas razões erradas.

A inapetência do Ministro Cardozo, beira a covardia, tamanha a leniência com que deixa sua polícia deitar e rolar, e estar na linha de frente dos que tentam apunhalar o governo que compõe. Sua explicação? "Não quero que façam comigo o que fizeram com o Mantega" (sic).

E ainda vai aos canais golpistas fazer beicinho, reclamando do próprio partido. Nada que me surpreenda, já que ele gosta de dar entrevista a página amarela da Veja, essa que disse que Dilma e Lula sabiam de tudo, numa edição antecipada, três dias antes do segundo turno, numa tentativa de levar Aécio na marra ao planalto.

Presidenta, eu rogo, demita o ministro, e coloque lá alguém que ocupe aquela cadeira e faça seu trabalho, a não ser que uma deposição seja algo que não lhe preocupa. Se é este o caso, eu é que não vou me preocupar, e se é assim, não espere o golpe, saia antes.

E por obséquio, defenda-se. Comunique-se. Monte um staff semelhante ao que existia durante a campanha para rebater as bobagens, mentiras e distorções veiculadas diariamente.

Ponha a ABIN para funcionar, não é possível que o governo seja igual mulher/homem traído, sempre o último a saber. Não é pecado usar inteligência, desde que não o faça para prender inocentes de maneira espúrea.

Mas antes de qualquer coisa excelência, use as redes de tevê e rádio, as plataformas digitais e DENUNCIE O GOLPE QUE ESTÁ SE FORMANDO CONTRA A DEMOCRACIA.

Reaja para que possamos continuar lutando.

Por que, como diz Olívio Dutra, "a luta é justa"!

domingo, 5 de julho de 2015

Elocubrações de um curioso

Não me arvoro especialista em política, até por que ainda tenho certeza de que há muito a aprender. Apesar disso, não é necessária tanta experiência assim para dar-se conta de coisas que aí estão, e nos saltam aos olhos.

O Brasil é uma país interessante, onde o tempo passa, as pessoas passam, e os costumes ficam. E a política é prova disso.

Neste momento, nossa pátria passa por um instante estranho, nebuloso e inseguro institucionalmente falando.

O que se vende as pessoas é o sentimento de terra arrasada, o que a grande mídia martela diuturnamente nas mentes das pessoas Brasil a fora é a corrupção desmedida, que só interessa quando acompanhada de uma sigla e uma estrela.

E nesse cenário "instável", os coronéis seguem cavalgando na garupa dos menos informados, apoiados por considerável número de pessoas, cuja única visão política é a não-política. Sim, negar a política também é fazer política.

Neo-fascistas se acotovelam, voejando como urubus a espreita de carniça. Golpistas se congratulam, tramando contra governos democraticamente eleitos, não aceitando o resultado das urnas, e sapateando feito criança mimada, a quem tomaram o pirulito.

Neste cenário, surgem alguns "coronézinhos", ou Neo-coronéis, cuja mentalidade é igual a dos antigos, com a diferença de que usam redes sociais, tem aparelhos celulares de última geração e viajam de um lado para outro em aviões, rodeados de rapapés.

Apoiada em uma mídia podre, hegemônica e monopolista, cuja opinião publicada faz-se confundir com opinião pública. E com isso confunde, desinforma, destrói ou constrói pessoas-ídolos-exemplos.

Minha intenção aqui é escrever, ou pelo menos tentar escrever, o que pulula e minha mente, que nem sempre consigo organizar para verbalizar, ou que não encontro com quem compartilhar.

Vivemos uma efervescência, uma convergência de forças em manobras anti-democráticas. Quero tentar entender esse processo, e como ajudar a superá-lo e manter o Brasil nos trilhos da democracia.

Difícil? Sim. Mas quem disse que seria fácil