domingo, 5 de julho de 2015

Elocubrações de um curioso

Não me arvoro especialista em política, até por que ainda tenho certeza de que há muito a aprender. Apesar disso, não é necessária tanta experiência assim para dar-se conta de coisas que aí estão, e nos saltam aos olhos.

O Brasil é uma país interessante, onde o tempo passa, as pessoas passam, e os costumes ficam. E a política é prova disso.

Neste momento, nossa pátria passa por um instante estranho, nebuloso e inseguro institucionalmente falando.

O que se vende as pessoas é o sentimento de terra arrasada, o que a grande mídia martela diuturnamente nas mentes das pessoas Brasil a fora é a corrupção desmedida, que só interessa quando acompanhada de uma sigla e uma estrela.

E nesse cenário "instável", os coronéis seguem cavalgando na garupa dos menos informados, apoiados por considerável número de pessoas, cuja única visão política é a não-política. Sim, negar a política também é fazer política.

Neo-fascistas se acotovelam, voejando como urubus a espreita de carniça. Golpistas se congratulam, tramando contra governos democraticamente eleitos, não aceitando o resultado das urnas, e sapateando feito criança mimada, a quem tomaram o pirulito.

Neste cenário, surgem alguns "coronézinhos", ou Neo-coronéis, cuja mentalidade é igual a dos antigos, com a diferença de que usam redes sociais, tem aparelhos celulares de última geração e viajam de um lado para outro em aviões, rodeados de rapapés.

Apoiada em uma mídia podre, hegemônica e monopolista, cuja opinião publicada faz-se confundir com opinião pública. E com isso confunde, desinforma, destrói ou constrói pessoas-ídolos-exemplos.

Minha intenção aqui é escrever, ou pelo menos tentar escrever, o que pulula e minha mente, que nem sempre consigo organizar para verbalizar, ou que não encontro com quem compartilhar.

Vivemos uma efervescência, uma convergência de forças em manobras anti-democráticas. Quero tentar entender esse processo, e como ajudar a superá-lo e manter o Brasil nos trilhos da democracia.

Difícil? Sim. Mas quem disse que seria fácil

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